Juiz perde voo e dá voz de prisão a funcionários da TAM

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Após o caso do juiz que foi parado na Lei Seca, parece que abuso de poder virou moda. Dessa vez, a ocorrência foi registrada no aeroporto de Imperatriz, no estado do Maranhão, onde o juiz Marcelo Baldochi, deu voz de prisão a funcionários da companhia aérea TAM, no último sábado (6), após ter o embarque de um voo para São Paulo negado por ter chegado atrasado.

De acordo com testemunhas, o juiz ficou nervoso após ser informado pelo funcionário que o horário para embarque havia sido encerrado, e que ele não poderia mais entrar no voo, pois o mesmo já estava em procedimento de decolagem.

“Depois disso, ele ligou para a polícia para que viessem prender o funcionário. Ele ficou gritando no aeroporto, deu show de arrogância, de grosseria. E olha que os funcionários foram educados, não fizeram nada com ele, apenas informaram que não poderia viajar porque a aeronave já havia sido fechada”, relatou um prestador de serviços do aeroporto.

Um portal de notícias do Maranhão conseguiu flagrar o momento exato em que o juiz dá a voz de prisão ao funcionário da companhia aérea que deu a informação sobre o fechamento do período de embarque. “Você está preso em flagrante, você fique quietinho para o senhor aprender a me respeitar, um consumidor”, disse o magistrado, em voz alta.

Outros dois funcionários também receberam voz de prisão do juiz, porque foram tentar ajudar o colega a explicar que as normas da aviação não permitem o embarque após o período determinado.

A polícia informou que os funcionários foram encaminhados à Delegacia Regional de Imperatriz, onde prestaram depoimento e foram liberados em seguida. O juiz, por sua vez, não compareceu à delegacia para prestar depoimento ainda. Ele conseguiu embarcar em um voo de outra companhia, no mesmo dia. Ele deve ser intimado nos próximos dias.

Em nota, a TAM informou que segue “todos os procedimentos de embarque regidos pela Legislação do setor”. Disse ainda que está colaborando e prestando todos os esclarecimentos às autoridades sobre o caso.

O juiz já é conhecido por se envolver em polêmicas. Em 2007, foi flagrado por fiscalização e denunciado por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda de sua propriedade.


Com informações de Folha de S. Paulo e UOL Notícias

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