IA e Direito

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IA e Direito

A tecnologia avança com uma rapidez muitas vezes difícil de acompanhar e, nos dias de hoje, faz parte de todos os mercados de trabalho e do dia-a-dia de, praticamente, todas as pessoas do mundo. 

Muitas profissões, há alguns anos, não vislumbravam como a tecnologia poderia fazer parte da sua atuação e, muito menos, como ela se tornaria uma importante ferramenta. 

É o caso do Direito, que por ser uma área de atuação bastante focada na interação humana, apesar das papeladas, não se imaginava, há poucos anos, que uma audiência poderia ser realizada virtualmente, por exemplo. 

Mas o avanço tecnológico, conjuntamente com necessidades e outros fatores, fizeram com que fosse possível esse tipo de audiência e muitas outras coisas antes não imaginadas. 

E, em se tratando de tecnologia, vamos falar neste artigo mais especificamente sobre a IA-inteligência artificial. 

IA

O que é IA? 

A inteligência artificial é uma área de pesquisa da ciência da computação que busca, por meio de símbolos computacionais, construir mecanismos e/ou dispositivos que simulem as capacidades humanas ligadas à inteligência. 

Diante disso, muitas são as ferramentas criadas utilizando a tecnologia que a IA fornece. 

Você, no seu dia-a-dia, já utiliza e talvez ainda não tenha se dado conta. Mas as assistentes virtuais como Alexa e os chatbots utilizados nas empresas para as quais você liga, são bons exemplos de IA. 

E no Direito, como se utiliza a IA? 

Primeiro é essencial estabelecer que existem muitos tipos de tecnologia e existem as tecnologias que se utilizam de IA. 

No Direito, já há muito tempo, se utilizam diferentes tecnologias, como softwares com as mais diferentes funcionalidades, que colaboram de forma muito positiva, tanto com os profissionais da área como o público de forma geral.  

Esse tipo de tecnologia trouxe, por exemplo, maior agilidade aos processos, o que traz mais agilidade na justiça de forma geral. 

Porém, a maioria dessas tecnologias tem como objetivo somente o suporte administrativo. As tecnologias com IA vão além disso, são ferramentas que auxiliam nas tomadas de decisões, por exemplo. Exatamente pelo fato de que a inteligência artificial é um avanço tecnológico que busca se assemelhar à inteligência humana. 

Podemos citar algumas ferramentas que se utilizam de IA e que já são conhecidas de muitos profissionais do Direito, como: BipBop, Digesto, Legal Labs e outras. 

Nos últimos meses, o ChatGPT foi lançado e, com ele, muitas discussões surgiram em todas as áreas e no Direito não foi diferente. 

ChatGPT e Direito 

O ChatGPT é uma ferramenta que utiliza IA para, primordialmente, responder questionamentos dos usuários por meio de respostas escritas.  

Com o seu lançamento, muitos foram os testes realizados para entender como essa tecnologia pode ser utilizada e vimos nos principais canais de comunicação manchetes como: 

ChatGPT ‘passa’ em prova de MBA, ‘OAB’ dos EUA e de capacitação médica 

Chat GPT: fim da linha para os advogados? 

CHAT GPT: ele vai redigir suas petições? 

E muitas outras podem ser encontradas nos canais de notícias. 

A grande questão é que, obviamente, uma nova tecnologia, e ainda mais com esse tipo de característica, traz, em um primeiro momento, muitas dúvidas, questões e o famoso burburinho. 

Porém, com tempo, conhecimento e utilização da ferramenta, as expectativas vão se alinhando e as reais funções se compreendem. 

Ainda não foi criada uma tecnologia, por mais semelhante à inteligência humana que seja, que substitua 100% o humano em atividades que envolvam as capacidades intelectuais. 

Vimos, no decorrer do tempo e do avanço tecnológicos, máquinas substituindo humanos em atividades que eram mecânicas, repetitivas. E isso ainda veremos. 

Porém, o ChatGPT, ou qualquer outra tecnologia atual, ainda não são capazes de fazer correlações, tomar decisões e outras tantas habilidades características das atividades principais da área do Direito. 

Elas surgem como aliadas. Como suporte, como ferramentas capazes de agilizar e facilitar as ações humanas, e não substituir as capacidades intrínsecas do ser humano. 

De agora em diante, vamos conhecer e utilizar muitas ferramentas tecnológicas baseadas em IA e é preciso enxergar tudo isso como avanço, com olhar e análise crítica para absorver o que de fato agrega, e poder dizer não para o que não faz sentido. 

Você já utiliza IA? Conta nos comentários e continue acompanhando o Blog da EPD.

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